Hoje meu machinho ta fazendo 2 anos e 1 mes, mas não estou totalmente feliz .......
..... caiu na creche e esta com o rostinho todo ralado !!!
Tadinho !!
sábado, 18 de agosto de 2012
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Monstro de Manhattan
A população de Nova York está espantada com um animal encontrado à beira do East River, na ilha de Manhattan. Com o corpo inchado e sem pelos, mandíbula proeminente e dedos humanóides vermelhos, a criatura encontrada morta foi apelidada de “Monstro de Manhattan”.
As fotos do animal foram tiradas por Denise Ginley, que fazia uma caminhada pelo local. Apesar das feições estranhas, o bicho se parece com outra criatura, conhecida como “Monstro de Montauk”, que surgiu em 2008 na praia de Ditch Plains, noroeste de Nova York.
Especula-se que se trata de uma imensa ratazana ou de um porco assado – tese defendida pelo Departamento de Parques em Nova York. A fotógrafa amadora, no entanto, refuta a segunda hipótese, pois o animal não tem o casco fendido.
"Muitas pessoas estavam tirando fotos [do animal] ao mesmo tempo, e todos tinham uma opinião diferente sobre o que era”, contou Denise. "Curiosamente, não tinha mal cheiro, talvez por ter estado na água durante muito tempo”, afirmou.
Será a criatura uma versão americana do ‘chupa-cabras’?
Fonte :http://br.noticias.yahoo.com/criatura-apelidada-de-%E2%80%98monstro-de-manhattan%E2%80%99-intriga-nova-york.html
Fotos by Denise Ginley
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| Monstro de Montauk |
Monstro do Montauk
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Nathan - 02 Anos !!!
Como o tempo passa rápido !!!
Parece que foi ontem que te acariciava na barriga de sua mãe, e hoje você esta fazendo 02 anos !!
Parabéns filhão, que Deus ilumine tua vida, como você ilumina a minha !!!
Papai te ama !!!
Parece que foi ontem que te acariciava na barriga de sua mãe, e hoje você esta fazendo 02 anos !!
Parabéns filhão, que Deus ilumine tua vida, como você ilumina a minha !!!
Papai te ama !!!
terça-feira, 17 de julho de 2012
terça-feira, 3 de julho de 2012
Sólida evidência do bóson de Higgs
Bóson de Higgs (ou Bosão de Higgs) é uma partícula elementar surgida logo após ao Big Bang de escala maciça hipotética predita para validar o modelo padrão atual de partícula.
É a única partícula do modelo padrão que ainda não foi observada, mas representa a chave para explicar a origem da massa das outras partículas elementares. Todas as partículas conhecidas e previstas são divididas em duas classes: férmions (partículas com spin da metade de um número ímpar) e bósons (partículas com spin inteiro).
As massas da partícula elementar e as diferenças entre o eletromagnetismo (causado pelo fóton) e a força fraca (causada pelos bósons de W e de Z), são críticas em muitos aspectos da estrutura da matéria microscópica e macroscópica; assim se existir, o bóson de Higgs terá um efeito enorme na compreensão do mundo em torno de nós.
O bóson de Higgs foi predito primeiramente em 1964 pelo físico britânico Peter Higgs, trabalhando as ideias de Philip Anderson. Entretanto, desde então não houve condições tecnológicas de buscar a possível existência do bóson até o funcionamento do Grande Colisor de Hádrons (LHC) meados de 2008. A faixa energética de procura do bóson vem se estreitando desde então e, em dezembro de 2011, limites energéticos se encontram entre as faixas de 116-130 GeV, segundo a equipe ATLAS, e entre 115 e 127 GeV de acordo com o CMS.
Físicos do Laboratório Nacional Fermi, dos Estados Unidos, disseram nesta segunda-feira estar absurdamente próximos de provarem a existência da partícula subatômica chamada bóson de Higgs, apelidada de "partícula de Deus" por conferir ordem e massa ao universo.
Mas os resíduos de trilhões de colisões entre feixes de prótons e antiprótons promovidos ao longo de dez anos no já desativado acelerador de partículas Tevatron, nos arredores de Chicago, ainda estão aquém do limite científico para que a descoberta seja tida como provada.
Os mesmos resíduos dessas colisões que sugerem a existência do bóson podem provir de outras partículas subatômicas. Na quarta-feira, físicos do acelerador chamado Grande Colisor de Hádrons, pertencente à organização europeia Cern, nos arredores de Genebra, devem anunciar suas próprias descobertas na caçada pelo Higgs.
Os mesmos resíduos dessas colisões que sugerem a existência do bóson podem provir de outras partículas subatômicas. Na quarta-feira, físicos do acelerador chamado Grande Colisor de Hádrons, pertencente à organização europeia Cern, nos arredores de Genebra, devem anunciar suas próprias descobertas na caçada pelo Higgs.
"Esta é a melhor resposta que há por aí no momento", disse o físico Rob Roser, do Fermilab. "Os dados do Tevatron apontam fortemente para a existência do bóson de Higgs, mas será preciso ter os resultados dos experimentos no Grande Colisor de Hádrons na Europa para estabelecer uma descoberta firme."
Físicos não relacionados ao Fermilab também manifestaram um otimismo cauteloso sobre o fim da prolongada busca à partícula.
"Esses intrigantes sinais do Tevatron parecem amparar os resultados do GCH apresentados em dezembro no Cern", disse Don Tovey, professor de Física das Partículas na Universidade de Sheffield.
"Os resultados são particularmente importantes, porque eles usam uma forma completamente diferente e complementar de procurar o bóson de Higgs. Isso nos dá mais confiança de que o que estamos vendo é realmente a prova de uma nova física, e não apenas um acaso estatístico."
Mas ninguém se arrisca a cantar vitória. "Precisaremos esperar até quarta-feira e os novos resultados do GCH antes de termos um quadro completo", disse Tovey.Tom LeCompte, cientista norte-americano que trabalha no Cern e conhece os resultados, disse estar confiante de que a existência (ou não) do bóson de Higgs será comprovada neste ano, mas não quis antecipar se os resultados de quarta-feira serão definitivos. "Sei que 2012 é o ano. Não posso dizer se julho é o mês." Outros foram menos circunspectos. "Esta é a semana mais excitante na história da física", disse o físico teórico Joe Lykken, do Fermilab.
Extintos
Geochelone Abigdoni – 'Jorge, o Solitário' foi a última tartaruga gigante de sua espécie que habitava as ilhas Galápagos. O animal morreu no dia 24 de junho de 2012. Ele foi encontrado sem vida no centro de criação de tartarugas terrestres da ilha Santa Cruz. Jorge tinha cerca de 100 anos. (Foto: AFP)
Baiji - Era um golfinho de água doce encontrado apenas no rio Yangtze, na China, e apelidado de "Deusa do Yangtzé". Devido à industrialização, sua população sumiu drasticamente nas últimas décadas. Foram feitos esforços para conservar as espécies, mas uma expedição em 2006 não conseguiu encontrar qualquer Baiji no rio. O último Baiji vivo conhecido era Qi Qi, que morreu em 2002.
Pipistrellus murrayi - Originária da Ilha de Natal, na Austrália, é uma espécie de morcego endêmica. Pesa de 3 a 4,5 gramas e já foi confundido com o Pipistrellus tenuis. Em 2009, o governo australiano anunciou tentativas de preservar a espécie, mas meses depois declarou que a operação havia falhado. A espécie foi vista pela última vez em meados daquele ano. (Foto: Lindy Lumsden)
Paddlefish chinês - o peixe-espada chinês está entre os maiores de água doce. Também é chamado de peixe-elefante porque seu focinho é semelhante a uma tromba de elefante. O animal tem o comprimento típico de 2 metros e um peso de 25 kg. Pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências da Pesca, não conseguiram encontrar sequer um exemplar.
Po’o-uli - É uma espécie de ave única do Havaí. Po'o-uli são marrons em cima, branco-acinzentados na parte de baixo e com um tipo de máscara preta nos olhos. Em tentativas de preservar a espécie, amostras de tecidos foram retiradas de um macho para uma futura clonagem. O declínio dramático da população tem sido atribuído a uma série de fatores, incluindo a perda de habitat. O pássaro foi declarado extinto em 2004
terça-feira, 5 de junho de 2012
Trânsito de Vênus
Nesta próxima terça-feira, dia 5, terá início um raro trânsito de Vênus, em que o planeta passará entre a Terra e o Sol. O evento incomum só voltará a acontecer em 2117. Por conta disso, escolas, museus e até os astronautas da Estação Espacial Internacional estão se preparando para acompanhar o evento. Além disso, várias festas ao redor do mundo estão sendo preparadas para observar o fenômeno.
O trânsito terá início na terça-feira às 18h09 (horário de Brasília), a oeste do Meridiano de Greenwich e na quarta-feira a leste dele. A duração prevista é de seis horas e 40 minutos. No Brasil, ele será visto apenas no extremo oeste do país, durante o pôr-do-sol. O melhor lugar para visualização será no oeste do Pacífico, no leste da Ásia e leste da Austrália.
Por que este evento é tão importante ?
Os trânsitos de Vênus acontecem aos pares, com oito anos de intervalo, e mais de um século entre os ciclos. Durante a passagem, Vênus surge como um pontinho escuro e circular passando na frente do Sol.
O trânsito de terça-feira, "complementando" o de 2004, começa às 19h09 (hora de Brasília) e dura seis horas e 40 minutos. Os horários podem variar em até sete minutos, dependendo da localização do observador.
Em sete continentes, inclusive a Antártida, os observadores poderão ver o fenômeno de forma total ou parcial. Ele só deve ser observado com telescópios equipados com filtros solares, para proteger os olhos.
Pela internet, um arsenal de telescópios terrestres e espaciais irá divulgar fotos e vídeos ao vivo. Até astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional irão participar.
"Faz tempo que estou planejando isso", disse o engenheiro de voo Don Pettit em entrevista para a Nasa. "Eu sabia que o trânsito de Vênus aconteceria durante o meu turno, então trouxe um filtro solar comigo."
E o evento não se resume a belas fotos. Várias experiências científicas estão planejadas, inclusive estudos que ajudariam na busca por planetas habitáveis além da Terra.
Isso porque essa busca é feita quando planetas extrassolares passam diante das suas estrelas, como Vênus diante do Sol. O trânsito desta semana será uma oportunidade de mensurar a densa atmosfera venusiana, e os dados serão usados no desenvolvimento de técnicas para a mensuração de atmosferas de outros planetas.
As pesquisas também podem revelar por que a Terra e Vênus, que têm quase o mesmo tamanho e orbitam a quase a mesma distância em relação ao Sol, são tão diferentes.
Vênus tem uma atmosfera sufocante, cem vezes mais espessa que a nossa, e quase toda composta por dióxido de carbono, um gás do efeito estufa que eleva a temperatura de lá a quase 500ºC. Enormes nuvens de ácido sulfúrico se deslocam a 350 quilômetros por hora, causando tempestades ácidas. Tudo isso pode ajudar os cientistas a entenderem as mudanças climáticas na própria Terra.
Durante trânsitos anteriores de Vênus, os cientistas puderam calcular o tamanho do Sistema Solar e a distância entre o Sol e seus planetas.
O trânsito de terça-feira é apenas o oitavo desde a invenção do telescópio, e será o último até 10/11 de dezembro de 2117.
Esse é também o primeiro trânsito ocorrido na presença de uma sonda terrestre em Vênus.
Observações da sonda europeia Express serão comparadas às dos vários telescópios terrestres e espaciais.
E, naturalmente, não poderia faltar um aplicativo para astrônomos amadores. Quem tiver celulares com sistemas Apple ou Android poderá baixar um programa gratuito para aprender mais sobre o trânsito, interagir com observadores e acompanhar em tempo real o trânsito ao redor do mundo. O aplicativo está disponível em vários sites, inclusive http://tov2012.esri.com/, http://transitofvenus.nl/wp/ e http://www.eclipse-maps.com.
Este é com certeza o acontecimento astronômico mais importante de 2012 ( também conhecida como a conjunção inferior de Vênus com o
Sol ),chamada de “trânsito de Vênus”, que ocorrerá no dia 5 de junho, quando o
planeta mais próximo da Terra poderá ser visto por poucas horas eclipsado, com auxílio de
telescópio, a partir de alguns lugares em nosso planeta. Trata-se de um evento de grande
raridade. Somente algumas gerações são privilegiadas com tal oportunidade, pois ocorre
apenas um par dessas conjunções especiais a cada oito anos, num intervalo de um pouco mais
de um século (121,5 anos).
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| Foto de Vênus em 2004 |
É grande o interesse que o trânsito de Vênus pelo Sol sempre despertou nas sociedades
científicas astronômicas, pois, como a “vara do agrimensor”, permitia a aplicação direta das
antigas regras da geometria euclidiana para a medição e correção das distâncias entre o Sol e a
Terra, e o tamanho de nosso universo: a paralaxe. A ocultação de 1761 levou à criação da
Unidade Astronômica e, com isso, foi possível aprimorar a precisão dos cálculos. Séculos atrás,
expedições se lançaram ao mar em busca de um ponto ótimo para observação desse
fenômeno. Pessoas morreram em algumas dessas expedições e muitos astrônomos sentiram se frustrados por não terem nascido em épocas em que pudessem observar os trânsitos de
Vênus e confirmar suas predições.
Também para a astrologia esse evento tem grande significação, primeiro porque amplia o
campo de percepção da matriz de tempo, revela a existência de ciclos dentro de ciclos, liberta
o planeta Vênus da moldura limitada de significados pessoais até então atribuídos a ele, tais
como amor, prazer, sedução, sensibilidade, relacionamentos, busca de harmonia ou expressão
de arte e beleza, arquétipos e deusas femininas, incluindo os câmbios de valores, dinâmicas e
movimentos de mudanças sociais e da consciência humana, dos sistemas de crenças e modo
de pensar e sentir que matizam a época que se segue ao trânsito. Por milhares de anos esses
pares de ocultações ocorrem em Gêmeos, alternando Sagitário, signos relacionados com o
eixo do pensamento e formação da visão e de significado, onde se encontram os seus nodos
(http://eclipse.gsfc.nasa.gov/transit/catalog/VenusCatalog.html).
Os ciclos de Vênus com o Sol foram particularmente registrados em tábuas de argila pelos
antigos mesopotâmios e também nos calendários maia e asteca, com impressionante precisão. Os antigos povos de Mesoamérica e México Central levantaram gigantescos observatórios
astronômicos, pirâmides e templos, prioritariamente para rituais e observações dos planetas,
em particular de Vênus, que era representado por cinco diferentes deuses guerreiros
(Quetzalcoatl entre os Maias, e Kukulcán entre os Astecas) que traziam augúrios para os
períodos de seus cursos celestes, sinalizando os momentos de sua aparição matutina e
vespertina. Cada curso tem a duração de um ciclo completo de 584 dias, repetindo-se de oito
em oito anos. As cinco conjunções inferiores de Vênus com o Sol, que ocorrem a cada oito
anos, quando marcadas nos graus zodiacais desenham com perfeição uma estrela de cinco
pontas e sugerem que os atributos de Harmonia e Beleza derivam da observação dos ciclos da
natureza, que antecede e dá origem ao Mito: Afrodite nasce de dentro de uma concha que
faz alusão ao Nautilus, o molusco que se desenvolve em uma espiral logarítmica que obedece
a mesma proporção áurea do pentagrama, não alterando o seu padrão de crescimento, a
conhecida série de Fibonacci: 1+1=2; 2+1=3; 3+2=5; 5+3=8; 8+5=13; 8+13=21; 21+13=34...
Eclipse - Uma Maravilha Despercebida
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| Sombra da Lua na Terra vista do Espaço |
Um eclipse é um evento astronômico que acontece quando um objeto celeste se move para a sombra de outro. O termo é derivado do termo grego antigo ἔκλειψις (ékleipsis), do verbo ἐκλείπω (ekleípō), "deixar para trás", uma combinação do prefixo ἐκ- (ek-), das preposições ἐκ, ἐξ (ek, ex), "fora", e o verbo λείπω (leípō), "deixar" .Quando acontece um eclipse dentro de um sistema estelar, como o Sistema Solar, ele forma um tipo de sizígia, o alinhamento de três ou mais corpos celestes do mesmo sistema gravitacional em uma linha reta .
O termo eclipse é usado com mais frequência para descrever um eclipse solar, quando a sombra da Lua cruza a superfície da Terra, ou um eclipse lunar, quando a Lua se move na sombra da Terra. Entretanto, ele pode se referir a eventos além do sistema Terra-Lua: por exemplo, um planeta entrando na sombra de uma de suas luas, uma lua entrando na sombra do planeta que orbita, ou uma lua cruzando a sombra de outra lua.
Um sistema estelar binário também pode produzir eclipses se o plano de suas órbitas intersecta a posição do observador.
Sizígia
Uma sizígia é o alinhamento de três ou mais corpos celestes do mesmo sistema gravitacional em uma linha reta. A palavra é usada geralmente em conexão com o Sol, a Terra e a Lua ou outro planeta, onde o último pode ser em conjunção ou oposição. Eclipses solares e lunares acontecem em momentos de sizígia, e assim como em trânsitos e ocultações há uma sizígia entre uma estrela e dois corpos celestes, como um planeta e uma lua. A sombra criada pelo objeto mais próximo da estrela faz intersecção com o corpo mais distante, diminuindo a luminosidade que atinge a sua superfície. A região de sombra criada pelo corpo ocultante é dividida em umbra, onde a radiação da fotosfera da estrela é completamente bloqueada, e uma penumbra, onde somente parte da radiação é bloqueada .
Um eclipse total acontece quando o observador está localizado dentro da sombra do objeto ocultante. A totalidade acontece no ponto de fase máxima durante um eclipse total, quando o objeto ocultado é completamente coberto. Quando a estrela e um objeto ocultante menor são praticamente esféricos, a umbra forma uma região em forma de cone de sombra no espaço.
A região além do fim da umbra é chamada de antumbra, onde um planeta ou lua será visto transitando através da estrela mas sem cobrí-la completamente. Para um observador dentro da antumbra de um eclipse solar, por exemplo, a Lua parece menor que o Sol, resultando em um eclipse anular. O volume restante de espaço em sombra, onde somente uma fração do objeto ocultante sobrepõe-se à estrela, é chamada de penumbra. Um eclipse que não atinge a totalidade, como quando o observador está na penumbra, é chamado de eclipse parcial.
Para corpos esféricos, quando o objeto ocultante é menor que a estrela, o comprimento (L) do cone de sombra da Umbra é dado por:
Onde Rs é o raio da estrela, Ro é o raio do objeto ocultante, e r é a distância da estrela ao objeto ocultante. Para a Terra, o L é, em média, igual a 1,384×106 km, que é muito maior que o semi-eixo maior da Lua, de 3,844×105 km. Desta forma o cone umbral a Terra pode envolver completamente a Lua durante um eclipse lunar . Se o objeto ocultante possui uma atmosfera, entretanto, parte da luminosidade da estrela pode sofrer refração para dentro do volume da umbra. Isto acontece, por exemplo, durante um eclipse da Lua pela Terra - produzindo uma fraca luminosidade avermelhada da Lua mesmo na totalidade.
Um trânsito é também um tipo de sizígia, mas é usado para descrever a situação onde o objeto mais próximo é consideravelmente menor em tamanho aparente que o objeto mais distante. De forma semelhante, uma ocultação é uma sizígia onde o tamanho aparente do objeto próximo parece muito maior que o objeto distante, e o objeto distante fica completamente oculto durante o evento.
Um ciclo de eclipses acontece quando uma série de eclipses são separados por um certo intervalo de tempo. Isto acontece quando os movimentos orbitais dos corpos formam padrões repetitivos harmônicos. Um tipo particular é o ciclo de Saros, que resulta em uma repetição de eclipses solares ou lunares a cada 6.585,3 dias, ou pouco mais de 18 anos. Entretanto, pelo fato deste ciclo ter um número ímpar de dias, o eclipse sucessivo é visto em um lugar diferente do mundo.
Sistema Terra-Lua
Um eclipse envolvendo o Sol, a Terra e a Lua pode acontecer somente quando estes se encontram praticamente em linha reta, permitindo que a sombra da luz solar atinja o corpo eclipsado. Devido ao fato do plano orbital da Lua ser inclinado em relação ao plano da órbita da Terra (a eclíptica), os eclipses só podem acontecer quando a Lua esteja próxima da interseção entre os dois planos (os nodos). O Sol e a Terra e os nodos estão alinhados duas vezes por ano, e os eclipses só pode acontecer em um período de cerca de dois meses em torno destes momentos.
Podem haver de quatro a sete eclipses em um ano, que se repetem de acordo com os vários ciclos de eclipses, como o ciclo de Saros.
Eclipse Solar
Um eclipse do Sol pela Lua é chamado de eclipse solar. O tipo de eclipse solar depende da distância da Lua à Terra durante o evento. Um eclipse total acontece quando a Terra intercepta a porção da umbra da sombra da Lua. Quando a umbra não atinge a superfície da Terra, o Sol é somente parcialmente oculto, resultando em um eclipse anular. Eclipses solares paciais acontecem quando o observador se encontra dentro da penumbra.
A magnitude da eclipse é a fração do diâmetro do Sol que é coberta pela Lua. Para um eclipse total, este valor é sempre maior ou igual a um. Tanto em eclipses anulares e totais, a magnitude do eclipse é o raio dos tamanhos angulares da Lua em relação ao Sol .
Eclipses solares são eventos relativamente breves, que podem somente ser vistos em totalidade em um trecho relativamente estreito. Sob as condições mais favoráveis, um eclipse solar pode durar 7 minutos e 31 segundos, e pode ser visto em uma região de até 250 km. Entretanto, a região onde uma eclipse parcial pode ser observada é muito maior. A umbra da Lua avança para o leste a uma velocidade de 1.700 km/h, até não interceptar mais a Terra.
Durante um eclipse solar, a Lua pode algumas vezes cobrir perfeitamente o Sol por que seu tamanho aparente é praticamente o mesmo do Sol quando vistos da Terra. "Eclipse solar" é um nome incorreto, na verdade, o fenômeno é descrito mais corretamente como uma ocultação do Sol pela Lua ou um eclipse da Terra pela Lua.
Eclipse Lunar
Eclipses lunares acontecem quando a Lua passa pela sombra da Terra. Como isto acontece somente quando a Lua está no ponto mais distante da Terra, a partir do Sol, eclipses lunares só podem acontecer quando é lua cheia. Diferente de eclipses solares, um eclipse da lua pode ser observado praticamente por um hemisfério inteiro. Por esta razão é muito mais comum observar eclipses lunares dada uma certa localização. Um eclipse lunar também dura mais tempo, levando várias horas para se completar, e a totalidade geralmente leva entre 30 minutos a mais de uma hora .
Existem três tipos de eclipses lunares: penumbral, quando a Lua atravessa somente a penumbra da Terra; parcial, quando a Lua cruza parcialmente a umbra da Terra; e total, quando a face da Lua fica totalmente dentro da umbra da Terra. Eclipses lunares totais passam todas as três fases. Mesmo durante um eclipse lunar total, entretanto, a Lua não fica completamente escura. A luz do Sol sofre refração da atmosfera da Terra e passa para a umbra, criando uma iluminação fraca. Da mesma forma que no pôr do sol, a atmosfera tende a espalhar a luz com comprimentos de onda mais curtos, desta forma a Lua iluminada por luz refratada possui um tom avermelhado .
Registro histórico
O registro dos eclipses solares tem sido feito desde tempos antigos. O disco solar por ter o mesmo diâmetro aparente do lunar faz do acontecimento uma grande coincidência. Se considerarmos as distancias envolvidas quanto a abrangência do fenômeno. A perspectiva geométrica da projeção do cone das sombras umbra e penumbra em solo terreno, quando monitorada através de informações de seus habitantes, tem aplicações em agrimensura por isso as antigas nações, que se interessavam em medir as extensões de suas fronteiras comparando-as com o tamanho do planeta, passaram a se interessar pela extensão do fenômeno. Mas hoje em dia, as datas de eclipses podem ser usados para datação cronológica de eventos históricos.
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| Eclipse Solar Visto do Espaço |
Um tablete de argila sírio registra um eclipse solar que aconteceu em 5 de Março de 1223 A.C., enquanto Paul Griffin alega que uma pedra na Irlanda registra um eclipse em 30 de novembro de 3340 AC. O registro histórico chinês de eclipses solares vai mais de 4.000 anos atrás e tem sido usado para medir alterações na taxa de rotação da Terra .O registro de um eclipse solar aparece em uma inscrição oracular em um osso da Dinastia Shang, que se estima ter acontecido em 26 de maio de 1217 AC.[carece de fontes] Registros de eclipses lunares são ainda mais antigos. Escritos em ossos oraculares e cascos de tartaruga registram cinco eclipses lunares que aconteceram durante os séculos 14 e 13 AC.[carece de fontes]
Estrelas binárias eclipsantes
Um sistema estelar binário consiste de duas estrelas que orbitam o seu centro comum de massa. Os movimentos das duas estrelas está em um plano orbital comum no espaço.
Quando este plano está alinhado com o observador, as estrelas podem ser vistas passando em frente uma da outra. O resultado é um tipo de sistema de estrelas variáveis chamado de estrelas binárias eclipsantes.
A luminosidade máxima de um sistema binário eclipsante é igual à soma da contribuição de luminosidade das estrelas individuais. Quando uma estrela passa em frente da outra, a luminosidade do sistema diminui. A luminosidade retorna ao valor normal assim que as estrelas não estão mais alinhadas.A primeira binária eclipsante descoberta foi Algol, um sistema estelar na constelação Perseus. Normalmente este sistema estelar tem uma magnitude visual de 2,1. Entretanto, a cada 2,867 dias a magnitude diminuir para 3,4 por mais de 9 horas. A causa disto é a passagem do membro menos luminoso,em frente da estrela mais brilhante.O conceito de que um corpo eclipsante causava estas variações de luminosidade foi introduzido por John Goodricke em 1783.
Eclipses Lunares
Iluminada pelo Sol, a Terra sempre projeta uma imensa sombra no espaço, na direção oposta aos raios solares. Ela se estende em forma de cone por mais de um milhão de quilômetros e se divide em duas regiões: a penumbra e a umbra, ou sombra propriamente dita, sendo que o cone de penumbra envolve o cone de sombra. Como a Lua gira em torno da Terra, vez por outra ela pode adentrar no cone de sombra ou penumbra. São os eclipses da Lua.
Para que aconteça um eclipse lunar é necessário que a Terra esteja exatamente entre a Lua e o Sol.
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| Umbra e Penumbra |
Se o nosso satélite girasse no mesmo plano da órbita terrestre haveria eclipse todos os dias de Lua Cheia. Como isso não acontece, é preciso que a Lua Cheia coincida com a passagem pelos nodos, que são as interseções do plano da órbita da Terra com o plano da órbita lunar
Como a Terra é cerca de 49 vezes maior que a Lua, sua sombra pode envolver todo o nosso satélite, quando então dizemos que o eclipse é total. Se a Lua atravessa somente o cone de penumbra da Terra ocorre um eclipse penumbral. Uma imersão parcial no cone de sombra configura um eclipse lunar parcial.
Mesmo totalmente imersa na sombra gerada pela Terra, a Lua não desaparece por completo. A atmosfera terrestre desvia os raios solares para o eixo do seu cone de sombra.
A Lua então se tinge de um belo vermelho-alaranjado e todas as populações da Terra que tiverem a Lua Cheia acima de seus horizontes assistirão ao fenômeno. Um observador na Lua veria o Sol totalmente encoberto pelo nosso planeta.
A Lua leva cerca de 1 hora para transitar da penumbra à sombra, enquanto outra hora é necessária para que o eclipse seja total. A fase de obscurecimento completo dura cerca de 1 hora e 30 minutos. Duas horas mais tarde o eclipse termina.
Portanto um eclipse lunar demora cerca de 5 horas e 30 minutos, tempo mais do que suficiente para observações detalhadas.
A cada ano ocorrem no máximo sete eclipses, sendo que no mínimo dois são lunares. Após 18 anos e 11 dias eles voltam a ocorrem numa mesma seqüência. É o período de Saros, que já era conhecido na antiga civilização dos caldeus. Em cada Saros ocorrem 70 eclipses, sendo 29 lunares.
Eclipse solar
Um eclipse solar assim chamado, é um raríssimo fenômeno de alinhamentos que ocorre quando a Lua se interpõe entre a Terra e o Sol, ocultando completamente a sua luz numa estreita faixa terrestre.
Do ponto de vista de um observador fora da Terra, a coincidência é notada no ponto onde a ponta o cone de sombra risca a superfície do nosso Planeta.
História
Astrônomos Estudando um Eclipse de Antoine Caron.
Um eclipse duplo (solar e lunar) aconteceu 23 anos após a ascensão do Rei Shulgi, da Babilônia. Isso aconteceu em 9 de maio (eclipse solar) e 24 de maio (eclipse lunar) de 2138 a.C.. Porém, tal identificação é menos aceita do que o eclipse de 730 a.C.
Em 4 de junho de 780 a.C., um eclipse solar foi registrado na China.
Heródoto escreveu que Tales de Mileto previu um eclipse que aconteceu após uma guerra entre os medos e os lídios.
Soldados de ambos os lados abaixaram suas armas e declaram paz, após o eclipse. Exatamente que eclipse estava envolvido continua incerto, apesar do tema ter sido muito estudado por antigos e modernos estudiosos. Um provável candidato aconteceu em 28 de maio de 585 a.C., provavelmente perto do rio Halys, na atual Turquia.
Em Odisséia, XIV, 151, Homero afirma que Ulisses vai voltar para casa para vingar-se dos pretendentes de Penélope, no ir da lua velha e chegar da nova. Mais tarde (XX, 356-357 e 390) Homero escreve que o sol desapareceu do céu e que uma aura maligna cobriu todas as coisas à hora da refeição do meio dia, durante a celebração da lua nova.
Tipos de Eclipses Solares
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| Winter Solstice Lunar Eclipse |
Há quatro tipos de eclipses solares:
O eclipse solar parcial: somente uma parte do Sol é ocultada pelo disco lunar.
O eclipse solar total: toda a luminosidade do Sol é escondida pela Lua.
O eclipse anular, eclipse anelar ou eclipse em anel: um anel da luminisodade solar pode ser vista ao redor da lua, o que é provocado pelo fato do vértice do cone de sombra da Lua não estar atingindo a superfície da Terra, o que pode acontecer se a Lua estiver próxima de seu apogeu.
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| Tipos de Eclipse |
Isso é similar à ocorrência do eclipse penumbral da lua.
O eclipse híbrido, quando a curvatura da Terra faz com que o eclipse seja observado como anular em alguns locais e total em outros. O eclipse total é visto nos pontos da superfície terrestre que estão ao longo do caminho do eclipse e estão fisicamente mais próximos à Lua, e podem, assim, serem atingidos pela umbra; outros locais, menos próximos da Lua devido à curvatura da Terra, caem na penumbra da lua, e enxergam um eclipse anular.
Eclipses solares podem ocorrer apenas durante a fase de Lua nova, por ser o período em que a Lua está posicionada entre a Terra e o Sol.
Perigo para os olhos
Há mitos que certas embalagens de plástico metalizado de batatas fritas, chapas de raio-x, filmes fotográficos sobrepostos, vidros sobre os quais foi aplicada a chama de uma vela, óculos escuros e CDs podem ser usados para ver um eclipse solar com segurança. Isto não é verdade, pois apesar de esses materiais poderem reduzir a iluminação a um nível tolerável, eles não oferecem nenhuma proteção contra a radiação ultravioleta invisível, que pode causar sérios danos à retina.
Piri Reis - Os mais Antigos Mapas do Mundo
A descoberta de um mapa antigo, feito por um Almirante Turco, o qual se baseou em mapas muito mais antigos e "secretos", seria mais uma prova de que teríamos sido visitados por visitantes espaciais em uma época muito remota?
Em 9 de novembro de 1929, enrolado em uma prateleira empoeirada do famoso Museu Topkapi, em Istambul (India), dois fragmentos de mapas foram encontrados.
Tratava-se das cartas de um almirante turco, Piri Reis, célebre herói (para os turcos) e pirata (para os europeus), que nos deixou um extraordinário livro de memórias intitulado Bahrye, onde relata como preparou estes mapas.
Sua obra já era conhecida há muito tempo, mas somente adquiriu importância após a descoberta de tais cartas, ou melhor, após as cartas e o livro terem sido confrontados e averiguados sua veracidade.
Descendente de uma tradicional família de marinheiros, suas façanhas contribuiram para manter alto no Mediterrâneo o prestígio da marinha turca.
Em sua obra são descritas em detalhes as principais cidades daquele mar e apresenta ainda 215 mapas regionais muito interessantes.
Afirma ainda em sua obra que: "a elaboração de uma carta demanda conhecimentos profundos e indiscutível qualificação".
No prefácio de seu livro Bahrye, Piri Reis descreve como se baseou e preparou este tão polêmico mapa, na cidade de Galibolu, entre 9 de março e 7 de abril de 1513.
Declara aí que para fazê-las estudou todas as cartas existentes de que tinha conhecimento, "algumas delas muito antigas e secretas".
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| Mapa Original de Piri Reis |
Eram mais de 20, "inclusive velhos mapas orientais de que era, sem dúvida, o único conhecedor na Europa".
Piri Reis era um erudito, e o conhecimento que tinha das línguas espanhola, italiana, grega e portuguesa, muito o auxiliou na confecção das cartas.
Possuia inclusive, um mapa desenhado pelo próprio Cristóvão Colombo, carta que conseguira através de um membro de sua equipe, que fôra capturado por Kemal Reis, tio de Piri Reis.
Os mapas de Piri Reis são uma preciosidade, ilustrados com imagens dos soberanos de Portugal, da Guiné e de Marrocos.
Na África, um elefante e um avestruz; lhamas na América do Sul e também pumas.
No oceano, ao longo dos litorais, desenhos de barcos.
As legendas estão grafadas em turco.
As montanhas, indicadas pela silhueta e o litoral e rios, por linhas espessas.
As cores são as convencionalmente utilizadas: partes rochosas marcadas em preto, águas barrentas ou pouco profundas por vermelho.
No princípio não lhes foram atribuidas o devido valor, mas em 1953, porém, um oficial da marinha turca enviou uma cópia ao engenheiro-chefe do Departamento de Hidrografia da Marinha Americana, que alertou por sua vez, Arlington H. Mallery, um especialista em mapas antigos.
Foi então quando o "caso" das cartas de Piri Reis veio a tona.
Mallery fez estudar as cartas por algumas das maiores autoridades mundiais do assunto, como o cartógrafo I. Walters e o especialista polar R. P. Linehan.
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| Mapa de Istambul |
Com a ajuda do explorador sueco Nordenskjold e de Charles Hapgood e seus auxiliares, chegaram a uma conclusão sobre o sistema de projeção empregado nos mapas que fora então confirmada por matemáticos: embora antigo, o sistema de Piri Reis era exato.
Além disso, o mapa traz desenhadas, na parte da América Latina, algumas lhamas, animais desconhecidos na Europa, àquela época.
Também as posições estão marcadas corretamente, quanto à sua longitude e latitude.
O mais impressionante é que até o século 18, os navegadores corriam risco de que seus barcos batessem em litorais rochosos, pois lhes faltava algo. a capacidade de calcular o correto posicionamento da embarcação em coordenadas de "Latitude e Longitude".
Para isso necessitavam de um relógio extremamente preciso.
Somente em 1790 o primeiro relógio marinho preciso foi inventado e os navegadores puderam saber sua posição exata nos mares.
Comparado a outras cartas da época, o mapa de Piri Reis as supera em muito.
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| Otomanos - Caminho para o Vaticano |
A análise das cartas de Piri Reis esbarrou em outra polêmica: se tudo ali aparece representado com notável exatidão, então como explicar as formas das regiões árticas e antárticas, diferentes das da nossa era?
O resultado das pesquisas é incrível. As indicações cartográficas de Piri Reis mostram a conformação das regiões polares exatamente como estavam à mostra antes da última glaciação.
E de maneira perfeita. Confrontando as indicações dos mapas com os levantamentos sísmicos realizados na região em 1954, tudo batia em perfeita concordância, exceto por um local, o qual Piri Reis indicava por duas baías e o mapa recente, terra firme.
Realizados novos estudos, verificou-se que Piri Reis é que estava certo.
O estudioso soviético L. D. Dolgutchin julga que as duas cartas foram elaboradas após a derradeira glaciação terrestre, com o auxílio de instrumentação avançada; o que nada nos esclarece.
Levando-se em conta a história como nos é contada e aos conhecimentos que temos em mãos, fica a pergunta:
" de onde vieram e como poderiam existir tais instrumentos antes de Colombo?"
A resposta deve estar nos "mapas antigos e secretos" que ele usou como orientação para suas cartas.
Estudos mostram que a glaciação dos pólos ocorreu depois de uma época situada aproximadamente entre 10.000 anos atrás.
Naquela época, o que havia de mais civilizado, segundo os historiadores clássicos, eram os Cro-Magnon da Europa.
Além disso, Mallery chama atenção de que para elaborar um mapa como aquele, Piri Reis precisaria de toda uma equipe perfeitamente coordenada e de levantamento cartográfico "AÉREO".
Mas quem teria, naquela época, aviões e serviços geográficos?
A elaboração de tal levantamento cartográfico em uma época tão remota (10000 anos atrás), teria sido feita ou auxiliada por "visitantes" de uma civilização mais avançada que estariam em nosso planeta naquela época?
O mistério continua: de onde vieram estes mapas? Quem cartografou o globo com uma acuidade que mal podemos conseguir hoje?
Piri Reis
Hadji Muhammad, melhor conhecido no Ocidente como Piri Reis (c. 1465 — 1554), foi um almirante Otomano. É autor da obra "Livro da Marinha" (1521), onde inclui um mapa-múndi que compusera em 1513, o chamado "Mapa de Piri Reis", actualmente no Palácio de Topkapı.
[editar]Biografia
Nasceu na região da península de Gallipoli, na atual Turquia. Era sobrinho de Kemal Reis, almirante turco cujas embarcações desenvolviam ações de corso no mar Mediterrâneo e na costa atlântica do noroeste africano.
Após combater por muitos anos com as marinha Espanhola, Genovesa e Veneziana, ascendeu ao posto de Almirante ("Reis"). Tendo sido vencido pela marinha Portuguesa em 1554 ao norte do Golfo Pérsico, o Sultão mandou decapitá-lo.
Obra
Piri Reis publicou, em 1521, os seus conhecimentos na obra "Kitab-i Bahrieh" (Livro da Marinha). Nela descreve as ilhas e a costa do Mediterrâneo, incluindo referências sobre cartografia até então conhecida e um mapa-múndi que cartografara em 1513.
O Mapa de Piri Reis
Este mapa, do qual nos resta hoje apenas a metade ocidental, representando as Antilhas, o leste da América do Sul, e o noroeste da África e da Europa, foi redescoberto em 1929. Do tipo portulano (cortado por linhas loxodrómicas, indicando as direções dos ventos), foi confeccionado com base em cartas portuguesas e árabes, e nele está registrada, já em 1513, a costa do continente Americano, tornando-o o primeiro a conter a América do Norte e a do Sul juntas.
As legendas, em turco, informam que "os nomes, deu-os Colombo, para que por eles sejam conhecidas". Acredita-se que Piri Reis teria obtido essa nomenclatura através de um marinheiro de Colombo, depois aprisionado e feito escravo pelos turcos.
- Com relação à costa do Brasil: estende-se no mapa até ao Rio da Prata, o que demonstra que navegadores portugueses já haviam visitado esse estuário em data anterior a 1513;
- assinala, pela primeira vez, as localidades do Cabo Frio ("kav Fryio") e do Rio de Janeiro ("Sano Saneyro").
Os estudiosos apontam ainda algumas curiosidades sobre este mapa, algumas delas controversas:
- o mapa demostra que o seu autor conhecia a circunferência precisa da Terra;
- a região e o litoral da ilha mostradas na parte onde se localiza a Antártica devem ter sido navegados em algum período antes de 4.000 a.C. quando estas áreas ainda não estavam recobertas com gelo.
- estudos sugerem que o mapa mostra latitudes precisas do litoral da América do Sul e da costa da África, apenas vinte e um anos após as viagens de Cristóvão Colombo. O próprio Piri Reis deixou registrado no mapa que o confeccionou com base em uma coleção de mapas antigos e complementada por mapas que foram feitos por Colombo.
- o seu mapa está centrado na cidade de Alexandria, fundada por Alexandre, o Grande, logo tornada um importante centro de convergência de toda a cultura antiga e onde se localizava a maior biblioteca da Antiguidade.
- descrições de Piri Reis no mapa indicam que alguns dos seus mapas-fonte datam da época de Alexandre, o Grande (332 a.C.).
- entre as anotações encontram-se desde a referência à descoberta de Colombo até à descrição de monstros marinhos, como por exemplo:

"Esta região é conhecida como a vila de Antilia. Está localizada onde sol se põe. Eles dizem que há quatro tipos de papagaios: branco, vermelho, verde e preto. As pessoas comem a carne dos papagaios e enfeitam suas cabeças com suas penas. Há uma pedra aqui. A pedra é preta. As pessoas a usam como um machado."
"Este mar é chamado de Mar Ocidental, mas os marinheiros o chamam de Mare d'Espagna. Que significa Mar da Espanha. Até agora este mar era conhecido por este nome, mas Colombo que navegou por este mar e fez várias ilhas conhecidas juntamente com os portugueses que navegaram pela região de Hind concordaram em dar a este mar um novo nome. Eles deram o nome de "Ovo Sano" [Oceano] quer dizer ovo são. Até então se pensava que o mar não tinha fim ou limite e que o seu fim estava localizado na escuridão. Agora eles descobriram que este mar tem uma costa, porque ele é como um lago e portanto eles o chamaram de Ovo Sano."
"Neste ponto há bois com um chifre e também monstros nesta forma."
apresenta figurações míticas como o unicórnio e criaturas acéfalas, e ainda de lendas, como a de São Brandão que, em sua viagem pelo Atlântico, teria ancorado em cima de uma baleia.
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